Património

Moinho do Lourenço

“Defronte à azenha anterior, e sobre o açude, encontra-se este moinho em alvenaria de granito e com planta rectangular irregular – de um lado mede 4,5 m x 3 m e do outro 3,5 m x 3 m. Só tem um vão – uma porta virada à azenha anterior, para poente. Na data do registo inicial, o telhado, de duas águas,
estava coberto com telha nacional de canudo, em bom estado, e paredes exteriores pintadas com cal branca.
Tinha somente um casal de mós, cuja propulsão era feita com um sistema de dorna, impulsionado pela água do mesmo açude da azenha e do engenho da margem oposta, que passava por baixo do imóvel, através de um boqueirão. Do lado voltado para o rio, a nascente, via-se uma abertura correspondente a uma entrada de um eixo, dando a entender que, em tempos, aqui teria funcionado uma roda de penas.
Naquela data, no seu interior, praticamente tudo estava destruído, excepto no cabouco onde se podia ver a dorna ainda em bom estado de conservação. O proprietário e o moleiro eram os mesmos da azenha anterior – Joaquim Faria e Domingos Maciel – respectivamente.
Na data do último registo, verificou-se que, tal como a azenha, tinha sido igualmente objecto de melhorias, incluindo a porta, igualmente de ferro. Também está fechado e desabitado.”
in “Rio Neiva – Rodas d’água e agro-sistema tradicional”, Rogério Barreto, Raimundo Castro, José Oliveira e Manuel Delfim Pereira (2013)

Outras designações: Azenha do Costa

 

Localização:
Lugar do Esgalho, Carvoeiro; Lugar da Fonte D’Egra, Durrães