Património

Ponte Medieval das Boticas

“Esta ponte, que uma cheia danificou, derrubando parte da sua estrutura superior, é um belo exemplar romântico, lembrando gravura inglesa antiga.
Passa por ela o regato da Fraga que, poucos metros depois, desagua no Neiva. Ê de um só arco, de 13 aduelas, de abertura 3,50 m e de altura 2,00 m.
O pavimento, em albardão, tem na margem direita, encravado junto ao muro e quase a sumir-se na vegetação, um marco onde lê, não sem dificuldade, a indicação: DE BRA/GA AN/NO D/ 1666.
Na outra margem, ao lume da água, outro marco com o letreiro: DO COUTO/DE/CARV.º/1666.
Dividia o regato o antiquíssimo Couto de Carvoeiro e lá estão ainda os marcos indicativos.”
in “Caminhos Velhos e Pontes de Viana e Ponte de Lima”, Rosa de Araújo (1962)

“Pequena ponte de um só arco, sem evidências de pertencer a nenhum período concreto, mas que certamente se enquadrará no século XVII – XVIII, dado que aglotinou um marco da Casa de Bragança. Encontra-se parcialmente destruída.”
in Portal do Arqueólogo (2002)

“Sobre o ribeiro da Fraga, muito perto da confluência deste com o Neiva, separando as freguesias de Carvoeiro e Barroselas. É um pequeno arco em ruínas que hoje só dá passagem a peões. Tem orientação de NE-SW e dava passagem à Estrada Velha Braga- Viana.. — Junto da ponte existem três marcos. Na margem esquerda do ribeiro, um da Casa de Bragança, encravado sob o piso da Ponte e outro do Couto de Carvoeiro, de 1666. Na margem direita, sobre o piso da ponte, outro marco, que diz: DE BRAGA 1702. – A construção parece moderna, pela própria técnica utilizada. Todavia, em duas aduelas, logo acima da linha das impostas, há duas Siglas em forma de L deitado, o que mostra ser esta ponte, originariamente, medieval.”
in “O Vale do Neiva”, Manuel Justino Pinheiro Maciel (1982)

“De facto, a ponte não é romana, nem medieval. Mas o marco em referência, cuja leitura completa é – Cº DE BRAGA 1702 – que quer dizer, COUTO DE BRAGA 1702, não tem nada a ver com o assunto. Foi colocado aquando da demarcação entre os Coutos de Capareiros e o do Mosteiro de Carvoeiro, efectuada naquela data de 1702.”
in “O Couto de Carvoeiro”, Paulo de Passos Figueiras (2000)

Outras designações: Ponte dos Frades; Ponte da Quinta da Mata

 

Localização:
Lugar das Boticas, Barroselas; Rua Medieval, Carvoeiro