Caminho
Ponte de Lourido
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“0 limite da Freguesia, em Louredo a Ponte Velha e dali sobe ao penedo da Bouça Tojeira, que é junto ao marco de Durrães (este marco ainda existe, um pouco inclinado e diz: COVTO DE CARVOEIRO 1666).
(…) a qual ponte Velha estava em frente das casas de Ventura Azevedo. (…) e desta Ponte Velha ainda se veem os penedos do dito Rio, e o penedo da bouça fica abaixo do Marco de Durrães.”
in “Tregosa, no passado e no presente”, Manuel Costa Pereira (2009)
“A ligar as duas margens, entre as freguesias de Barroselas e Durrães, e também entre os concelhos de Viana do Castelo e Barcelos, encontra-se um belo exemplar de ponte de padieira, lajeada em granito – a ponte de Lourido – com 17 m de comprimento e 3,30 m de largura, assente sobre pilares também de granito, cuja construção e custo foram assumidos pelo pai do Padre Luís Faria. Esta ponte faz passagem sobre uma pequena ilhota, conhecida na região por “Insua”, que sobressai a jusante destes imóveis, em resultado da bifurcação das águas do Neiva após a transposição do açude.”
in “Rio Neiva – Rodas d’água e agro-sistema tradicional”, Rogério Barreto, Raimundo Castro, José Oliveira e Manuel Delfim Pereira (2013)
“(…) porque o termo “Lourinho”, teve origem na palavra louro ou loureiro, quer dizer que por associação de ideias, sabemos que no passado e no presente sempre houve no local abundância de loureiros. Esta rua que termina na ponte de Lourido sobre o rio Neiva, é a ligação directa de Tregosa á Rua Medieval, nas Boticas, em Barroselas. A actual ponte que foi mandada restaurar pelo Padre Luis Faria (1860-1918), de Barroselas, para passagem para as bouças e campos que possuía em Tregosa, que hoje são património da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo. Este sacerdote foi no seu tempo um grande benemérito.”
in “Tregosa, no passado e no presente”, Manuel Costa Pereira (2009)

