Património
Casa da Forja
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“O pão sempre foi parte essencial na alimentação do Homem, estando sempre envolto num certo misticismo e temores de que algum mal se lhe pegasse. Para o proteger dos maus espíritos, dos “maus-olhados”, e, principalmente, do diabo, os moleiros caiavam de branco e cinzelavam baixos relevos com símbolos apotropaicos – cruzes, cálices, estrelas de David, etc. – nas ombreiras e lintel das portas das azenhas e das arrecadações onde guardavam os cereais (milho, centeio, trigo, etc.). O mesmo acontecia nas portas dos fornos onde se cozia o pão.
Este símbolo pode ser observado na ombreira direita desta antiga arrecadação, também conhecida por “casa da forja”, onde se aguçavam os picos e se guardavam os cereais que viriam a ser moídos na azenha das Pesqueiras, situada em frente.”
in “Rio Neiva – Rodas d’água e agro-sistema tradicional”, Rogério Barreto, Raimundo Castro, José Oliveira e Manuel Delfim Pereira (2013)


