Património

Pesqueiras

Neste local, movido pela água que passava neste boqueirão ou caneiro, teria funcionado uma pesqueira, também denominado por “engenho de pesca” ou “fábrica de peixe”. Este facto terá estado na origem do topónimo deste local, Azenha das Pesqueiras.
As pesqueiras eram estrategicamente colocadas junto aos caneiros com a intenção de que por ali fosse a mais fácil passagem que os peixes tinham para transpor o desnível originado pelo açude, com o intuito de desovarem, mais a montante. Limitado àquele reduzido corredor, o peixe, era mais facilmente capturado pelos cestos de verga ou de rede, colocados no aro de uma roda do género das utilizadas nas azenhas, cujo funcionamento abaixo se descreve.
Ao entrar pelo caneiro, a água embatida nas penas da roda, iniciando o seu movimento. Os cestos de rede, colocados no aro da roda, mergulhavam na água e capturavam o peixe que por ali tentasse subir a corrente, elevando-o e despejavam-no numa rampa de madeira, inclinada, por onde escorregava para um tanque, em pedra ou madeira, onde permanecia, por vezes vivo, até ser recolhido.

“Sobre o açude, no boqueirão existente a alguns metros deste moinho, a sul, em tempos e, provavelmente, na mesma época da que existiu junto à Azenha dos Frades (azenha anterior), terá funcionado uma pesqueira, da qual nenhum vestígio restava, facto que estará na origem do topónimo deste sítio.”
in “Rio Neiva – Rodas d’água e agro-sistema tradicional”, Rogério Barreto, Raimundo Castro, José Oliveira e Manuel Delfim Pereira (2013)

Outras designações: Engenho de pesca; Fábrica de peixe

 

Localização:
Lugar das Boticas, Barroselas; Calçada das Pesqueiras, Durrães